quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chuva!


Adoro chuva. O som da água a bater nas janelas. Imagino logo mantas aos quadrados, lareiras acesas, chá de Erva Príncipe com limão, pequenas bolachas caseiras e esqueço-me quase que instantaneamente do Verão, de quem eu tanto gosto.
Sempre que chove, recordo-me de um  poema. Ouvi-o pela primeira vez aos 4 ou 5 anos de idade,  pela boca do meu avô que achava que cada acontecimento da minha vida devia de ter uma marca de intemporalidade, no caso da chuva, eram estes dizeres.
Por isso, ainda hoje, digo sempre baixinho:


"Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho..."

 (...)

Augusto Gil, Balada da Neve 

P.S. Adoro a palavra "poucochinho"!




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